quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Critérios para uma instrução eficaz - Exercício Prático

Instruções: Forneça aos participantes amostras de materiais de cursos que sejam apropriadas aos respectivos contextos. (Se não dispuser de um acesso fácil a amostras de materiais de curso, a COL poderá assisti- lo na localização de pacotes apropriados.) Peça aos participantes que avaliem em que medida os materiais cumprem os critérios definidos nesta sessão. Esta tarefa pode ser repartida entre os participantes, com um critério por pessoa, dois ou três critérios por pequeno grupo, etc. O último critério (requisitos administrativos) não pode ser abordado desta maneira, mas o grupo pode ser convidado para um debate geral acerca dos tipos de problemas administrativos com que ele se depara no provimento de uma instrução eficiente aos respectivos alunos.

Tempo: Dê uma hora aos participantes para examinarem as amostras de materiais, consoante a dimensão destes e consoante a dimensão dos seus pequenos grupos. Acrescente mais 15 minutos ao tempo global para um debate geral acerca das conclusões a que chegaram.

Materiais: Deverá dispor de uma quantidade suficiente de amostras de materiais de curso para fornecer uma por cada pequeno grupo.

Listas de verificação para identificar uma instrução eficaz

Os critérios para a criação de materiais de curso eficientes aplicam-se, quer os cursos sejam presenciais, em salas de aula, quer sejam leccionados à distância.

Segue-se uma lista de verificação das perguntas a fazer acerca de qualquer curso, independentemente da maneira como ele é leccionado.

Lista de Verificação para Identificar uma Instrução Eficaz

Será que definiu claramente os seus objectivos de aprendizagem?
-
Será que você e os seus alunos têm uma ideia clara sobre a forma como esta sessão de ensino se enquadra no curso global?
- Será que você e os seus alunos têm uma ideia clara acerca do que se espera que eles tenham aprendido e do que deverão ser capazes de fazer depois de terem completado esta sessão de ensino?
- Será que identificou as condições em que os alunos deverão realizar a tarefa? Por exemplo, num exame, num exercício prático ou no respectivo local de trabalho.
- Será que identificou o nível a que os alunos deverão realizar a tarefa? Sem erros (por exemplo, tal como estudantes de farmácia que aprendem a contar comprimidos)? A níveis especificados (por exemplo, o que é necessário para se passar)?

Será que avaliou as necessidades dos alunos e concebeu o ensino tendo em mente as características e as necessidades dos seus alunos?
-
Que capacidades, conhecimentos e atitudes é que os seus alunos trazem para o curso?
- Que aspectos do respectivo enquadramento social, cultural e linguístico poderão afectar a respectiva aprendizagem?
- Porque motivo é que frequentam este curso? Por interesse? Ou porque devem passá-lo para continuarem no programa em que estão?

Será que sequenciou e segmentou o ensino de maneira apropriada?
-
Será que organizou os materiais de maneira lógica (por exemplo, do simples para o complexo, do concreto para o abstracto, do geral para os pormenores)?
- Será que utilizou organizadores de progressão em número suficiente para ajudar os alunos a estabelecerem o elo entre o que já aprenderam e o que vão aprender?
- Será que dividiu as aulas e outras actividades em segmentos de dimensão mais ou menos igual?
- Será que a dimensão de cada segmento é apropriada para o intervalo de atenção provável dos alunos?

Será que encorajou os alunos a interagirem com os materiais?
-
Será que faz perguntas frequentes e que, nos materiais, dá aos alunos um espaço onde podem escrever as respostas?
- Pede-lhes que façam uma pausa e reflictam nas respectivas experiências?
- Dá-lhes oportunidades para praticarem os conhecimentos que lhes estão a ser ensinados?
- Pede-lhes que recordem as matérias sobre as quais trabalharam recentemente?
- Sugere- lhes que falem com alguém acerca da questão suscitada, por exemplo, com um colega, com um familiar ou com o respectivo tutor?

Será que fornece um feedback frequente aos alunos acerca da eficiência com que compreendem os materiais ou realizam alguma capacidade?
-
Será que fornece modelos de respostas às perguntas que faz?
- Será que sugere os sítios em que podem encontrar as respostas por eles próprios?
- Será que sugere pessoas com que podem falar para encontrar as respostas?
- Será que lhes indica que se trata de uma pergunta com várias respostas possíveis, de tal modo que não se sintam frustrados por não terem encontrado uma resposta?

Será que lhes proporciona motivação para continuarem a progredir no curso?
-
Será que, na fase inicial do curso, lhes manda realizar um exercício ou trabalho em que possam ter êxito, de maneira a dar- lhes confiança e incitá-los a progredir?
- Tece comentários construtivos acerca do trabalho dos alunos, premiando o que foi bem feito, e indicando- lhes meios para melhorar?
- Será que os incita a relacionarem o que estão fazer no curso com a vida de todos os dias, de tal modo que sintam a relevância e o significado daquilo que fazem?
- Será que mantém uma carga de trabalho razoável, para que os alunos consigam realmente efectuá-lo durante o tempo previsto para o realizar?

Será que ajuda os alunos a identificarem e a desenvolverem as respectivas capacidades e conhecimentos, para que as possam transferir e utilizar neste novo contexto?
-
Será que integrou, no curso, actividades que ajudam os alunos a identificarem o que já conhecem e que já são capazes de fazer relativamente ao tema que lhes está a ser ensinado (por exemplo, pré-testes, testes de diagnóstico, revisões da aprendizagem anterior)?
- Será que incita os alunos a procurarem oportunidades para aplicarem as capacidades e os conhecimentos que estão a adquirir a problemas e situações exteriores ao curso?

Será que fornece os materiais do curso num media apropriado ao tema e às capacidades dos alunos que utilizam esse media?
-
Será que fornece, quando possível, uma variedade de media, de tal modo que os alunos possam, por exemplo, beneficiar tanto com materiais sonoros, como com os materiais visuais?
- Uma imagem, dizem, pode valer mil palavras. Será que utiliza ilustrações, desenhos, bandas desenhadas e outros materiais visuais para ajudar a transmitir os conhecimentos?
- Será que tem em conta que os alunos podem ter fracas capacidades de leitura quando utilizam material impresso, ou que precisam de aprender a utilizar um determinado programa informático para participarem efectivamente numa conferência por computador?
- Será que os seus materiais impressos são convidativos e legíveis? Será que os seus materiais áudio e vídeo estão bem concebidos?

Será que fornece oportunidades, atempadas e apropriadas, para que os alunos possam avaliar até que ponto entendem os materiais?
-
Fornece perguntas de auto-avaliação, juntamente com cada unidade e com um feedback apropriado, de tal maneira que os alunos possam verificar os conhecimentos que adquiriram?
- Fornece oportunidades para que os alunos obtenham feedback de outros acerca do respectivo progresso, por exemplo, a partir de trabalhos classificados pelo tutor?
- Será que os trabalhos do curso dão uma oportunidade aos alunos de porem em prática as suas capacidades ou de aplicarem os conhecimentos directamente ligados aos objectivos de aprendizagem?
- Será que os trabalhos permitem que os alunos pratiquem e desenvolvam as capacidades de que irão necessitar para passar no exame?

Tem os seus processos administrativos em ordem?
-
Será que os alunos recebem, realmente, os materiais no momento em que precisam deles?
- Será que recebem todos os materiais de que precisam para completarem o curso?
- Se assim não for, será que têm um acesso imediato aos outros materiais de que precisam?
- Será que os alunos sabem quem contactar se tiverem um problema?
- Será que conhecem quantos trabalhos deverão efectuar? Ou quando deverão efectuá- los? Ou que dimensão devem ter? Ou, ainda, para onde devem enviálos?
- Será que sabem onde e quando o exame se vai realizar? Quanto tempo irá durar? Que forma terá? E quais os tipos de perguntas para as quais se devem preparar?
- Será que as perguntas dos alunos são respondidas rapidamente? Será que os respectivos trabalhos são classificados e devolvidos rapidamente?

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Modelos de Desenho Instrucional (Parte 2 de 2)

Deverá utilizar-se materiais existentes?

Estratégias referentes aos materiais

Os materiais de curso em programas de ensino aberto e à distância podem ser fornecidos de três maneiras:

· adoptando materiais existentes;
· adaptando materiais existentes; ou,
· criando materiais originais.

Essas estratégias encontram-se descritas seguidamente, juntamente com as respectivas vantagens e limitações, e com outros factores que podem influenciar a tomada de decisão. Essas estratégias constituem um todo linear, com a adopção de materiais numa extremidade, a criação na outra, e com a adaptação de meteriais pelo meio.
Exemplo: A maior parte dos cursos criados “de raiz” recorrem a alguns materiais existentes, tais como livros de estudo ou cassetes vídeo. Quase todos os cursos que são “adoptados” sofrem um determinado grau de adaptação.

Estratégias de Adopção de Materiais no Ensino à Distância
Estratégia
Adopção
de materiais existentes

Vantagens
·
pode ser mais barato
· requer menos tempo
· pode fornecer um modelo
· não é necessário pré-testar
· os erros já foram eliminados
· poupança de trabalho, menos desgastante para o pessoal
· reduz os tempos de preparação
· fonte de novas ideias
· oportunidades de colaboração
· pode oferecer uma qualidade impossível de obter de outra maneira

Desafios
·
pode não ser relevante para as necessidades
· pode não ser adequado cultural e contextualmente
· pode ser necessário testar a adequação
· pode matar a criatividade a nível local
· priva o pessoal local de um sentimento de posse e de responsabilidade
· pode omitir áreas com conteúdos cruciais
· pode deixar de ser impresso enquanto ainda são precisas cópias
· pode ter custos ocultos, por exemplo, a estrutura de apoio
· pode promover a dependência
· pode incitar os planeadores a um lançamento prematuro

Outros factores
·
estatuto e prestígio
· síndroma de “não inventado aqui”
· custo de aquisição ou locação comparado com a produção “de raiz”

Estratégias de Adaptação de Materiais no Ensino à Distância

Estratégia
Adaptar
materiais existentes

Vantagens
· proporciona um avanço à partida e reduz o tempo de preparação
· fornece modelos e ideias
· pode ser fácil de converter
· pode seleccionar-se a partir de materiais disponíveis
· poupança de custos
· pode ser melhorado através da adição de componentes
· pode aumentar a adequação
· pode ser actualizado
· a redacção pode ser melhorada sem se ter de produzir um curso totalmente novo

Desafios
·
continuam a ser necessários conhecimentos de especialistas
· a alteração pode reduzir a qualidade
· pode ser desvantajoso em termos de custo e tempo
· não fomenta o desenvolvimento de capacidades locais
· pode não ajudar no desenvolvimento de um programa coerente
· os níveis podem não ter correspondência

Outros factores
·
questões de acreditação
· controlo e propriedade do curso
· questões de direitos de autor
· credibilidade do fornecedor

Estratégias de Criação de Materiais no Ensino à Distância

Estratégia
Criar
materiais originais

Vantagens
· susceptível de corresponder melhor ao público alvo
· mais susceptível de ser culturalmente relevante
· actualizado
· exclusivo
· reforça a capacidade e a autoconfiança locais
· mais fácil de modificar

Desafios
·
é a opção mais dispendiosa
· os tempos de preparação são maiores
· pode colocar mais stress na equipa de desenvolvimento
· a quantidade de trabalho pode ter sido subestimada
· requer um pessoal formado e especializado
· requer o desenvolvimento de capacidades e de conhecimentos específicos
· necessidade de persuadir as pessoas de que vale a pena
· requer recursos adequados

Outros factores
·
custos de arranque
· estatuto da empresa, agenda política
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Modelos de Desenho Instrucional (Parte 1 de 2)

O que fazem os desenhadores instrucionais?
O desenhador instrucional trabalha em colaboração com o especialista na matéria, também chamado conteudista, para desenhar materiais que facilitam a respectiva aprendizagem. (Este material baseia-se no artigo de Noel Jackling, ‘Weaving my own design’, in M. Parer (ed.), Development, design, and distance education (1989).)

Recomenda-se que o desenhador instrucional consulte o especialista na matéria da seguinte forma:

· considerando o especialista na matéria como um perito sobre o tema;
· escutando o que o especialista na matéria diz;
· dando feedback ao especialista na matéria (por exemplo: “Se fosse estudante, a minha resposta seria…”);
· procurando esclarecimentos;
· encorajando no vas ideias (por exemplo: “Já pensou ...?”);
· perguntando ao especialista na matéria: “Quais são os resultados pretendidos?”;
· extraindo a sabedoria tradicional de ensino a partir de uma disciplina específica e respeitando-a; e,
· mantendo, como preocupação principal, o que é melhor para o aluno.

Atitudes não recomendadas no relacionamento entre o desenhador instrucional e o especialista na matéria:

· consultor externo;
· perito de processos;
· paternalista (alimentar, à colher, o especialista na matéria)
· colonialista (encorajar o especialista na matéria, sem nunca lhe dar qualquer independência);
· pregador (pregar valores ao especialista na matéria);
· instrutor (considerar o especialista na matéria como um aprendiz);
· remediar os defeitos do especialista na matéria;
· prescrever métodos de ensino para determinados temas; e,
· conselheiro centrado no cliente.

Tarefas de um desenhador instrucional
O desenhador instrucional funciona como um “aluno virtual”, que interroga o especialista na matéria com perguntas que seriam colocadas por um aluno, por exemplo:


· Estou a perceber ou estou baralhado?
· Existe uma ambiguidade?
· Será que existe um percurso de aprendizagem claro?
· De onde venho?
· Para onde vou?
· Estarei a transformar-me de aluno crédulo em perito?
· Será que um exemplo me ajudaria a perceber?
· Será que um exercício me ajudaria a aprender através da prática?
· Será que considero que o redactor está a escrever para mim, pessoalmente, ou será que o redactor está a ser impessoal e desnecessariamente “académico”?
· Será que me sinto afastado de todo o tema por causa da dificuldade do primeiro item de avaliação?
· Será que me sinto afastado por causa do estilo de escrita ou da utilização de palavras caras e de frases desnecessariamente compridas? Será possível dizer, mais simplesmente, o que está a ser dito?
· Será que estou a receber indicações acerca das partes que são realmente importantes?
· Será que a estrutura é aparente? Será que os organizadores de progressão foram sinalizados?


Métodos construtivistas para o desenho instrucional
A maior parte dos livros de estudo sobre desenho instrucional mencionam métodos “objectivistas”, que se prendem, principalmente, com a transmissão de conhecimentos e com a facilitação do processo de aprendizagem desses conhecimentos.


Pelo contrário, os métodos construtivistas do desenho instrucional colocam os alunos e os conhecimentos que eles trazem à situação de aprendizagem no centro do desenho instrucional. Estes métodos baseiam-se nos princípios seguintes:


· Os alunos são uma fonte legítima de conhecimentos. Os alunos são encorajados a aprender a confiar neles próprios e nos respectivos conhecimentos.
· A aprendizagem não é um exercício passivo de absorção de conhecimentos (informações) desenvolvidos e transmitidos por “peritos”. Os alunos são encorajados a tomarem o controlo e a iniciarem a própria aprendizagem.
· A ambiguidade e a contradição não constituem problema. Podem ser úteis para incitar uma aproximação em termos de resolução e de colocação de problemas na aprendizagem.
· Uma reflexão sistemática constitui uma actividade essencial para que a experiência facilite uma compreensão mais profunda.

Debate: Debata exemplos de colaboração eficiente entre os desenhadores instrucionais e os especialistas na matéria, a partir da sua experiência e das experiências dos participantes.

Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

terça-feira, 29 de abril de 2008

Princípios do Desenho Instrucional


Um bom desenho instrucional nada mais é do que um bom ensino. Os bons professores tendem a seguir as mesmas orientações. Será que os seus participantes concordam com a lista seguinte?
Considerações preliminares
Antes de iniciarem uma lição, os bons professores consideram:

· as capacidades prováveis dos respectivos alunos;
· o nível de instrução dos alunos;
· o respectivo nível actual de conhecimentos;
· o respectivo enquadramento social e cultural; e,
· a motivação e interesse que manifestam.

Definir as tarefas
Nessa base, os bons professores definem, em seguida:

· a tarefa final e global dos alunos;
· as principais componentes dessa tarefa;
· as condições ao abrigo das quais cada tarefa componente será realizada; e,
· o nível de desempenho pretendido para cada tarefa.

Análise das tarefas
Em seguida, os bons professores analisam cada tarefa componente:

· eliminando as tarefas que os alunos já são capazes de realizar;
· seleccionando as tarefas mais importantes e críticas; e,
· indicando o que os alunos serão capazes de fazer ou de realizar em resultado da lição.
Estruturação da lição
Para que uma lição seja eficaz, o professor deve:

· partilhar os objectivos da lição com os alunos; e,
· ensinar seguindo uma ordem lógica, utilizando um esboço de lição como o que se segue :

Exemplo de Esboço de Lição

A. Introdução
1. entregar os materiais
2. analisar a aprendizagem anterior
3. motivar, tornando-a
a. breve
b. relevante
c. estimulante (por exemplo, colocar uma questão)
B. Corpo principal da lição
fornecer informação
utilizar pequenos passos
interromper frequentemente para fazer perguntas e tecer comentários
utilizar auxiliares de ensino
a. para ilustrar
b. para simplificar
c. para variar os temas
d. para dar oportunidades de prática e de feedback
e. para resumir
f. para fornecer oportunidades para referência futura
fazer planos de contingência para
a. o que fazer com qualquer tempo extra
b. determinar quais os itens essenciais se houver falta de tempo
C. Conclusão
tratar dos pontos difíceis
resumir
mencionar o conteúdo e a relevância da lição seguinte
testar
a. na aula
i. fazer perguntas a toda a aula
ii. ser claro e exacto
iii. pedir uma resposta breve
iv. encorajar
v. evitar embaraçar os alunos
b. depois da aula, avaliar
i. se deve alterar algo na maneira como ensinou a lição
ii. se conseguiu o que pretendia.

Durante a lição
Quando ensinam, os bons professores têm o cuidado de:

· comunicar claramente;
· organizar correctamente;
· estabelecer a ligação entre a aprendizagem anterior e a actual;
· encorajar os alunos a participarem;
· facultar prática e oportunidades de praticar;
· evitar a monotonia;
· fazer destaques;
· demonstrar o seu próprio interesse;
· utilizar auxiliares de ensino eficazmente;
· reiterar os pontos importantes;
· fazer perguntas; e,
· manter-se flexíveis.

Debate: Será que os seus participantes concordam com esta lista? Em que pontos é que estas orientações diferem quando são aplicadas ao ensino aberto e à distância?
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

terça-feira, 22 de abril de 2008

Introdução ao Desenho Instrucional

Ao descrevermos alguns modelos de desenho instrucional, começamos por descrever algumas das tarefas realizadas e os papéis desempenhados pelo desenhador instrucional.
O que é o desenho instrucional?
O desenho instrucional consiste num método sistemático para facilitar a aprendizagem:
· identificando os fins da aprendizagem, mais especialmente os objectivos deaprendizagem;
· desenvolvendo as experiências de aprendizagem necessárias para alcançar esses fins;
· avaliando a eficácia de algumas experiências de aprendizagem para alcançar esses fins; e;
· melhorando as experiências de aprendizagem, à luz da avaliação, de modo a atingir melhor esses fins.

Porquê utilizar o desenho instrucional?
Uma maneira de explicar a razão pela qual o desenho instrucional é especialmente importante no ensino aberto e à distância, consiste em descrever algumas das diferenças entre o ensino convencional presencial e o ensino à distância.
No ensino convencional presencial
Os professores podem
· decidir quais os métodos e meios que irão utilizar; e,
· alterar os métodos e as estratégias em função das necessidades dos alunos.
No ensino aberto e à distância
Um pré-planeamento completo torna-se essencial, porque:
· a questão de saber “como ensinar” torna-se crucial para êxito de todo o sistema;
· os materiais de ensino são preparados adiantadamente;
· os media para apoiar esses materiais são pré-seleccionados; e,
· as alterações aos materiais não podem ser convenientemente integradas a meio da sessão.
O desenho instrucional consiste, precisamente, na actividade necessária de pré--planeamento.
Debate: Trata-se de um momento oportuno para realizarum debate inicial acerca das diferenças entre aaprendizagem predominantemente presencial e aaprendizagem predominantemente à distância.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Exercícios Práticos

Categorização das diversas instituições
Instruções: Divida os participantes em pequenos grupos de trabalho (um máximo de cinco por grupo). Dê, a cada grupo, um conjunto de três case studies – uma instituição de modalidade única, uma instituição com duas modalidades e uma instituição de modalidades mistas – sem designar as instituições como tais. Peça a cada grupo que:
· chegue a acordo acerca da categoria que pensa ser mais apropriada para cada uma das três instituições;
· enuncie as principais características de cada instituição que justificam a atribuição da categoria;
· apresente as conclusões a todo o grupo.
Utilize as conclusões dos grupos de trabalho como trampolins para lançar um debate acerca dos desafios suscitados pela definição do ensino aberto e à distância.
Tempo: Consoante o nível de domínio da língua e a experiência dos participantes, o trabalho em pequenos grupos pode demorar até um máximo de uma hora.
Materiais: Case studies; quadros folheáveis ou slides, e marcadores.

Aplicação às próprias instituições
Instruções: Peça aos participantes que utilizem meia hora, trabalhando cada um por sua conta, para descreverem o programa em que trabalham, em termos de saber de que maneira a instituição de apoio (ou departamento ou faculdade) realiza as nove funções de um sistema de ensino aberto e à distância que foram debatidas nos últimos tópicos. Com base nessa descrição, peça- lhes que trabalhem com um parceiro para determinarem que tipos de alterações deverão ser efectuadas em cada uma dessas funções, para fazer com que as respectivas instituições funcionem mais eficientemente em termos de ensino aberto e à distância.
Tempo: Um total de uma hora, meia hora para o trabalho individual e meia hora para a discussão em parceria.
Materiais: Papel e caneta ou lápis para cada participante.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tipos de Ensino Aberto e à Distância

Existe uma série de termos para descrever o tipo de ensino que envolve algum tipo de método de aprendizagem aberta e que utiliza, em maior ou menor grau, técnicas de ensino aberto e à distância.
Instituição de modalidade única:
· constituída para oferecer programas de estudo à distância;
· existe alguma interacção presencial, mas é frequentemente opcional;
· os processos de ensino e aprendizagem são “mediados” de alguma forma:
por texto impresso, incluindo correspondência;
por meios áudio, incluindo a rádio (num só sentido, em dois sentidos), cassetes, telefone ou audioconferências;
por meios vídeo, incluindo a televisão (num só sentido, em dois sentidos), cassetes, ou videoconferências; e,
por computador, incluindo a formação baseada em computador, e-mail, conferência por computador, ou a Internet;
· caracteriza muitas das “megauniversidades” do mundo, incluindo a Indira Gandhi National Open University (IGNOU), a Universitas Terbuka, Sukhothai Thammathirat Open University (STOU), e a United Kingdom Open University (UKOU).
Instituição com duas modalidades de ensino
· oferece duas modalidades:
uma que utiliza métodos tradicionais presenciais baseados na sala de aula;e,
uma que utiliza métodos à distância;
· oferece o mesmo curso em ambas as modalidades, com exames comuns;
· considera os dois tipos de aluno como distintos: internos e externos; e,
· pode, ou não, permitir registos “cruzados”.
Instituição de modalidades mistas
· oferece aos alunos uma ampla escolha de modalidades de estudo independente, baseado em grupo, ou uma combinação; e, presencial, mediado, ou uma combinação;
· maximiza a flexibilidade do local e ritmo de estudo;
· é o resultado da “convergência “ entre as modalidades presencial e à distância;e,
· caracteriza, cada vez mais, as organizações que antes eram de “modalidade única” ou de “duas modalidades”.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Funções do Ensino Aberto e à Distância

Independentemente da dimensão do programa, da unidade ou da instituição que efectua o desenvolvimento e a implementação de um sistema de ensino aberto e à distância, têm de ser realizadas as seguintes tarefas, para as quais se destacam alguns aspectos importantes:
Obter e gerir financiamentos e outros recursos
· subsídios, recuperação de custos (autofinanciamento);
· maiores custos de desenvolvimento e de arranque; e,
· custo relativamente alto do apoio humano
Desenvolver ou adquirir programas e cursos
· é necessário um tempo de desenvolvimento considerável até ao desenvolvimento e produção em larga escala;
· a aquisição ou locação de cursos de outros fornecedores de ensino aberto e à distância pode constituir uma utilização mais eficiente dos recursos; e,
· diversidade de abordagens, desde utilizar um único autor até trabalhar com grandes equipas de especialistas.
Recrutamento e promoção
· analise e avalie as necessidades da sua potencial população de alunos;
· disponibilize informações no local e no momento exactos;
· forneça informações suficientemente exactas acerca do tempo, do custo e do esforço necessários;
· forneça informações suficientemente exactas acerca de quando, onde e como se envolver; e,
· tranquilize os alunos potenciais acerca da legitimidade e credibilidade.
Produção, reprodução, armazenamento e distribuição física dos materiais
· os requisitos dos materiais de curso podem exigir a utilização de texto impresso, de áudio, vídeo ou de programas informáticos;
· a distribuição pode exigir a utilização do correio, de estafetas, de empresas de transporte, de telecomunicações, de transmissões de rádio ou televisão, de satélites;
· produção e reprodução de materiais envolve um gasto avultado de tempo; e,
· necessidade de equipamentos e pessoal especializado para armazenar, manusear, embalar, enviar e efectuar inventários.
Inscrição e registo
· o processo varia entre simples listas manuais até sistemas electrónicos complexos;
· datas de inscrição fixas ou contínuas; e,
· várias opções de entrega disponíveis.
Ministrar programas e cursos
· é necessária uma comunicação em dois sentidos;
· avaliação e feedback;
· colaboração com outras agências;
· serviços de biblioteca; e,
· sistemas de registo.
Fornecer apoio aos estudantes
· apoio pessoal, tal como opiniões e aconselhamento;
· apoio académico, tal como tutoria, classificação e exames; e,
· apoio presencial ou mediado.
Examinar, atribuir créditos e conceder credenciais
· gama de opções de créditos disponíveis;
· requisitos para exames e avaliações de classificação; e,
· envolvimento de associações profissionais e de agências externas.
Avaliar e rever processos, procedimentos, programas e cursos
· desempenho do aluno;
· satisfação do aluno;
· cumprimento de metas e objectivos; e,
· resistência à mudança.
Formação e desenvolvimento do pessoal
· orientação e ajustamento a novas tecnologias e métodos; e,
· conhecimento das vantagens e das limitações das operações de ensino aberto eà distância.

Debate: Existem muitas maneiras de designar e descreverestas funções; as aqui fornecidas são apenas sugestões.Amplie a sua lista com exemplos recolhidos da sua própriaexperiência e das experiências dos participantes.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Um Método Sistemático de Ensino Aberto e à Distância

Um método sistemático define as condições para progredir de forma ordenada. Um método sistemático também reconhece que todos os componentes do sistema estão interligados. Uma alteração num componente, irá reflectir alterações nos outros.

Os programas, as unidades e as instituições de ensino aberto e à distância utilizam um modelo faseado para a resolução de problemas.
análise ==> concepção ==> desenvolvimento ==> aplicação ==> avaliação ==> revisão
Análise: um exame pormenorizado de todas as facetas do problema

· Qual é o problema a resolver?
· Trata-se de um problema instrucional ou ambiental?
· Quem tem o problema?
· Quais são os recursos disponíveis para resolver o problema?
· Que constrangimentos ou limitações existem?
Resultado da fase analítica:
· uma identificação clara do problema
· uma descrição pormenorizada da população alvo
· uma identificação dos recursos e dos constrangimentos

Concepção: requer a preparação de uma solução pormenorizada

· Quem é o público alvo e as outras partes interessadas?
· O que é que a solução irá conseguir?
· O que mudará, para os participantes, depois do curso ou do programa?
· Como é que os participantes irão alcançar os objectivos?
· Como é que o curso ou programa irá ser desenvolvido?
· Como é que saberemos se a solução é eficaz?
Resultado da fase de concepção:
· um plano pormenorizado, descrevendo como, quando, por quem e a que custo o problema irá ser resolvido

Desenvolvimento: deve responder a perguntas dos tipos seguintes:

· Que estratégias, meios e métodos irão ser utilizados para cada objectivo ou tarefa?
· Que recursos de aprendizagem irão ser necessários?
· Onde, quando e como é que os alunos irão receber feedback à medida que forem pondo em prática os respectivos conhecimentos?
· Onde, como e quando é que irão ser efectuadas actividades de avaliação?
· Quais serão as consequências do êxito ou do fracasso, ou de ambos?
· Como é que a instrução irá ser avaliada e revista?
Resultado da fase de desenvolvimento:
· um pacote completo de curso ou programa, incluindo todos os materiais, instrumentos, equipamentos, planos de entrega, apoio aos estudantes, avaliação de estudantes e avaliações de curso.
Aplicação: aplicar a solução

· Existem todos os recursos necessários (humanos, físicos, financeiros)?
· Estão prontos todos os mecanismos de recolha?
· Estão prontos os mecanismos de resolução de problemas e de registo?
Resultado da fase de aplicação:
· registos de progresso e de desempenho dos alunos
· dados a partir de uma série de fontes (por exemplo, registos e soluções)
· outros dados de avaliação (por exemplo, entrevistas, questionários)
Avaliação: não como um “acrescento”, mas sim como parte integrante

· Até que ponto é que o sistema responde às metas acima identificadas?
· Em que medida é que responde às necessidades dos alunos e das outras partes interessadas?
· Dispõe de informações específicas em quantidade suficiente? Como irá obtê-las?
· Que alterações específicas podem ser efectuadas para melhorar o sistema?
Resultado da fase de avaliação:
· análises de registos e de dados
· soluções específicas, incluindo estimativas de prazos, custos e recursos.

Revisão: incluindo uma revisão de todas as decisões e actividades das fases anteriores.

· Será que as análises originais estavam completas e correctas?
· Será que as circunstâncias se alteraram suficientemente para necessitarem uma revisão profunda das análises?
· Que alterações, modificações ou melhoramentos se tornam necessários à luz dos dados da avaliação?
· Será que existem recursos suficientes para levar a cabo as alterações recomendadas?
· Que acções devem ser tomadas?
Resultado da fase de revisão:
· curso ou programa revisto, incluindo os materiais do curso, o plano de apoio e avaliação dos alunos, e um plano de avaliação do curso revisto.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

quinta-feira, 27 de março de 2008

Sistemas de Ensino Aberto e à Distância

Vantagens do ensino aberto e à distância
O ensino aberto e à distância proporciona várias vantagens, tanto aos alunos como a quem faculta oportunidades de aprendizagem. Os problemas tais como a distância e o tempo, obstáculos na aprendizagem convencional, são superados no ensino aberto e à distância.
Superar a dimensão de distância
O ensino aberto e à distância pode superar os problemas da dimensão de distância para:
· alunos situados em lugares remotos, que não possam ou que não pretendam frequentar fisicamente um campus; e,
· alunos e professores geograficamente separados, em que os professores num ambiente urbano dão instrução a alunos num ambiente rural.
Resolução de problemas de tempo ou de agenda
O ensino aberto e à distância pode resolver problemas de tempo ou de agenda para:
· alunos ou indivíduos que não pretendam ou não possam reunir-se frequentemente;
· alunos que trabalham a tempo inteiro ou em part-time, quer como empregados ou voluntários, e,
· que tenham compromissos de família ou comunitários.
Expandir o número limitado de locais disponíveis
O ensino aberto e à distância pode expandir o número limitado de lugares disponíveis para:
· instituições baseadas em campus, de número restrito, e,
· requisitos de admissão rigorosos.
Acomodar admissões em pequeno número e dispersas
O ensino aberto e à distância pode acomodar:
· um fraco número de participantes durante um longo período de tempo; e,
· um fraco número de participantes numa determinada região geográfica, com mais participantes adicionais noutras regiões.
Aproveitar ao máximo o número limitado de professores disponíveis
O ensino aberto e à distância permite aproveitar ao máximo o número limitado de professores disponíveis quando:
· existe uma falta de pessoal docente formado relativamente à procura;
· os professores estão geograficamente concentrados;
· os professores com determinadas qualificações são em pequeno número.
Lidar com considerações culturais, religiosas e políticas
O ensino aberto e à distância pode lidar com a diversidade, e, por conseguinte:
· amplia as oportunidades de aprendizagem para as mulheres;
· responde às necessidades das populações afectadas pela violência, pela guerra ou pela deslocação; e,
· torna a aprendizagem possível, mesmo quando as reuniões de grupos são proibidas.
Debate: Utilize esta oportunidade para discutir os problemas que os seus participantes estão a tentar resolver.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

terça-feira, 25 de março de 2008

Contexto de Tempo e Lugar

Os programas de ensino aberto e à distância situam-se algures entre dois contextos: o contexto de tempo, e o contexto de lugar. O contexto de lugar tem,por um lado, todos os alunos e o respectivo tutor ou instrutor reunidos no mesmo local, e, por outro lado, todos os alunos e o respectivo tutor ou instrutor situados em locais diferentes. O contexto de tempo tem, por um lado, todos os alunos e o respectivo tutor ou instrutor a interagirem em “tempo real”, isto é, ao mesmo tempo, e, por outro lado, todos os alunos e o respectivo tutor ou instrutor a interagirem em momentos diferentes.
Seguidamente iremos demonstrar como esses dois contextos se intersectam. A maior parte dos fornecedores de ensino aberto e à distância utilizam uma combinação entre os quatro cenários.

Cenários de Ensino Aberto e à Distância

Mesmo lugar e mesma hora: Ensino em sala de aula, tutoriais e seminários presenciais, workshops e escolas residenciais.
Mesmo lugar, mas horas diferentes: Centros de recursos de aprendizagem, que os alunos visitam quando querem.
Lugares diferentes, mas mesma hora: áudio e videoconferências; televisão com vídeo num só sentido e áudio em dois sentidos; rádio com capacidade de escuta-resposta; e tutoriais telefónicos.
Lugares diferentes e horas diferentes: Estudo em casa, conferência por computador, apoio tutorial por e-mail e por comunicações fax.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

terça-feira, 18 de março de 2008

Distinguir os Tipos de Ensino Aberto e à Distância (Parte 3 de 3)

Ensino aberto
A filosofia educacional do ensino aberto, destaca a necessidade de dar aos alunos escolhas acerca:
· do meio ou do media, quer seja impresso, on- line, por televisão ou vídeo;
· do local de estudo, quer em casa, no trabalho ou no campus;
· do ritmo de estudo, quer rápido ou não estruturado;
· dos mecanismos de apoio, quer através de tutores a pedido, de audioconferências, ou de aprendizagem assistida por computador; e,
· dos pontos de entrada e saída.
Acesso aberto
A expressão acesso aberto implica uma ausência de:
· requisitos formais de admissão;
· credenciais anteriores; e,
· um exame de admissão.
Aprendizagem flexível
A expressão aprendizagem flexível destaca a criação de ambientes de aprendizagem com as seguintes características:
· convergência de métodos de aprendizagem abertos e à distância, dos media e das estratégias de ensino presencial;
· filosofia centrada no aluno;
· reconhecimento da diversidade dos estilos de aprendizagem e das necessidades dos alunos;
· reconhecimento da importância da equidade no currículo e na pedagogia;
· utilização de uma variedade de recursos de aprendizagem e de media; e,
· criação de hábitos e capacidades de aprendizagem para toda a vida, tanto para alunos como para o pessoal docente.
Aprendizagem distribuída
A expressão aprendizagem distribuída:
· coloca em destaque a aprendizagem em si, em vez do tipo de tecnologia utilizado ou a separação entre o professor e o aluno;
· possibilita a aprendizagem fora das salas de aulas; e,
· quando combinada com modalidades de ensino presencial em salas de aula, torna-se em aprendizagem flexível.
Debate: Pode, juntamente com os participantes, dar uma série de exemplos acerca de tipos de sistemas de ensino diferentes a partir das vossas experiências em ensino aberto e à distância.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

sexta-feira, 14 de março de 2008

Distinguir os Tipos de Ensino Aberto e à Distância (Parte 2 de 3)

Educação de adultos
A expressão educação de adultos:
· destaca os princípios da aprendizagem de adultos, frequentemente conhecida por andragogia, em comparação com a pedagogia, ou aprendizagem centrada na criança.
Educação baseada em tecnologia ou mediada
A expressão educação baseada em tecnologia:
· refere-se a sistemas de ensino e aprendizagem em que a tecnologia, diversa da tecnologia de impressão, desempenha um papel preponderante; e,
· tem duas formas principais: autónoma (por exemplo, aprendizagem assistida por computador e aprendizagem gerida por computador), e em conferência (por exemplo, vídeo, áudio, ou computador).
Exemplos: A University of the West Indies utiliza a audioconferência para interligar vários campus e centros de aprendizagem. Dois dos diplomas de pós- graduação disponíveis em regime de ensino aberto e à distância – oferecidos pela Athabasca University e pela Open University do Reino Unido – utilizam a conferência por computador como meio principal de ensino.
Educação centrada no aluno
Na educação centrada no aluno, a integridade e a liberdade do indivíduo é primordial. Assim, o processo de ensino e aprendizagem proporciona:
· sequências de estudo flexíveis;
· objectivos e conteúdos negociados;
· métodos de aprendizagem negociados;
· métodos de avaliação negociados; e,
· uma escolha dos mecanismos de apoio.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

quarta-feira, 12 de março de 2008

Distinguir os Tipos de Ensino Aberto e à Distância (Parte 1 de 3)

A expressão ensino aberto e à distância e a respectiva definição são relativamente novas na área da educação, tendo-se destacado apenas nos últimos 15 a 20 anos. A linguagem e os termos utilizados para descrever as actividades de ensino à distância podem ainda ser confusas, e as respectivas diferenças geográficas de utilização – por exemplo, entre a América do Norte e a Europa, - podem acrescentar ainda mais à confusão. Entre os termos mais habitualmente utilizados relativamente ao ensino aberto e à distância, encontram-se os seguintes: ensino por correspondência, aprendizagem em casa, estudo independente, estudos externos, educação contínua, ensino à distância, auto-instrução, educação de adultos, educação baseada em tecnologia ou mediada, educação centrada no aluno, ensino aberto, acesso aberto, aprendizagem flexível e aprendizagem distribuída.
Ensino por correspondência, estudo em casa e estudo independente
Estes métodos de aprendizagem à distância têm as seguintes características:
· existem há mais de um século;
· baseiam-se em materiais autónomos para auto-estudo. Os alunos não devem sair de casa para estudar; e,
· são frequentemente baseados em material impresso, com comunicações por via postal ou pelo telefone. Contudo, podem utilizar uma série de meios de contacto entre o tutor e o aluno, incluindo o sistema postal, o telefone, o correio electrónico, emissões de televisão e rádio, e cassetes vídeo e áudio.
Exemplo: Ao longo dos últimos 15 anos, muitos programas universitários da América do Norte têm alterado os nomes dos respectivos programas por correspondência com títulos mais actuais, tais como ensino aberto e à distância ou estudo independente.
Estudos externos
A expressão estudos externos:
· aplica-se ao ensino leccionado fora de um campus central, tal como uma sala de aula remota do campus, e,
· inclui uma série de opções de leccionação, tal como conferências áudio, vídeo ou por computador ou o estudo em casa.
Exemplo: O Centre for External Studies da Universidade da Namíbia é responsável pela programação do ensinoa berto e à distância.
Educação contínua
A expressão educação contínua:
· aplica-se, geralmente, a uma educação que não obtém créditos;
· refere-se a cursos que podem ser leccionados no campus ou à distância; e,
· tem significados variados.
Ensino à distância
A expressão ensino à distância:
· refere-se apenas a metade da equação do ensino aberto e à distância: o ensino aberto e à distância abrange não só o ensino, mas também a aprendizagem; e,
· destaca o papel do professor, e não o do sistema.
Auto-instrução
A expressão auto-instrução refere-se a um processo em que:
· os materiais conduzem os alunos, passo a passo, através de um processo de aprendizagem;
· os exercícios de auto-avaliação constituem uma das características centrais;
· a instrução pode ser baseada em papel ou em computador.
Exemplo: A Faculdade de Medicina da Universidade de Chulalongkorn, na Tailândia, disponibiliza uma série de pacotes de auto-instrução, através de uma instrução assistida por computador, acerca de tópicos como o sistema circulatório. Muitas escolas de línguas oferecem pacotes de auto-instrução que consistem em materiais impressos e cassetes ou ficheiros áudio.

Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

segunda-feira, 10 de março de 2008

Introdução ao Ensino Aberto e à Distância: O Conceito de Ensino Aberto e à Distância

Definições
Não existe uma definição única para o ensino aberto e à distância. Na realidade, existem muitas maneiras de definir a expressão. Contudo, a maior parte das definições têm em conta as seguintes características:

· separação entre o professor e o aluno, em termos de tempo ou lugar, ou de tempo e lugar.

· acreditação institucional; isto é, o ensino é acreditado ou certificado por uma instituição ou agência. Este tipo de aprendizagem distingue-se da aprendizagem através do esforço do próprio aluno, sem o reconhecimento oficial de uma instituição de ensino.

· utilização de vários media para apoiar a aprendizagem, incluindo texto impresso, emissões de rádio e televisão, cassetes vídeo e áudio, aprendizagem baseada em computador e telecomunicações. Os media devem ser testados e validados antes de serem utilizados.

· a comunicação em dois sentidos, que permite aos alunos e tutores interagirem, sendo diferente da recepção passiva de sinais transmitidos. A comunicação pode ser síncrona ou assíncrona;

· possibilidade de encontros presenciais para tutorias, para a interacção aluno-aluno, para estudo em biblioteca, em laboratório ou para as sessões práticas; e,

· utilização de processos industriais; isto é, nas operações de aprendizagem aberta e à distância em larga escala, o trabalho é dividido e as tarefas são atribuídas a vários membros do pessoal, que trabalham em conjunto, integrados em equipas de desenvolvimento de materiais.

Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank

sexta-feira, 7 de março de 2008

Introdução ao Ensino Aberto e à Distância: Perspectiva Geral

1. Perspectiva Geral
Estes materiais destinam-se a apoiar um debate introdutório acerca do tópico do ensino aberto e à distância. O debate está dividido em duas partes.

A primeira parte trata do conceito de ensino aberto e à distância, através da definição dos termos e da distinção entre vários tipos de ensino aberto e à distância, seguida pelo estabelecimento de cada tipo ao longo de um contexto de tempo e lugar. As diversas secções da primeira parte podem ser utilizadas da seguinte forma:

· A secção de definições centra-se nas seis características comuns à maior parte das definições de ensino aberto e à distância. Pode ser que pretenda reformular essas definições, ou acrescentar-lhes algo. Por exemplo, o debate acerca da acreditação poderá mostrar como o ensino aberto e à distância envolve tanto o ensino como a aprendizagem, e que, por isso, é totalmente diferente da aprendizagem autónoma. Um debate sobre a comunicação em dois sentidos pode suscitar questões acerca de teorias de aprendizagem, que são fulcrais nos métodos à distância. Um debate sobre os processos industrializados pode constituir o ponto de partida para discutir as maneiras pelas quais a função de ensino, no ensino aberto e à distância, é reconfigurada como desenvolvimento de cursos e fornecimento de cursos, o que distingue o ensino aberto e à distância dos outros métodos de ensino e aprendizagem mais convencionais.

· A secção de distinções fornece materiais destinados a ajudá- lo a estabelecer um vocabulário de trabalho para o seu workshop. São fornecidos alguns exemplos, mas poderá utilizar exemplos retirados da sua experiência pessoal e das experiências dos participantes.

· A secção acerca do contexto de tempo e lugar constitui uma oportunidade para discutir os sistemas de leccionação possíveis no ensino aberto e à distância. Também aqui, poderá retirar exemplos da sua experiência pessoal e dos seus participantes.

A segunda parte é dedicada aos tipos de sistemas de ensino aberto e à distância, e pode ser utilizada da seguinte forma:

· A primeira secção apresenta uma lista das vantagens proporcionadas pelo ensino aberto e à distância. Esta secção destina-se a suscitar um debate acerca dos problemas que os participantes esperam que o ensino aberto e à distância os ajude a resolver.

· Em seguida, são estudadas as aplicações do ensino aberto e à distância, através de um método sistemático que reconhece que todas as partes de um sistema se encontram interligadas.

· Depois, a lista de funções fornece uma maneira de descrever e designar as tarefas envolvidas na operação de um programa de ensino aberto e à distância. Poderá preferir utilizar outra lista. Mas, o que está em causa é sublinhar de que modo a distância influencia o desempenho dessas funções.

· Por fim, são descritos os modelos ou tipos de instituições e programas de ensino aberto e à distância. Também aqui, sem dúvida, terá muitos exemplos a oferecer, e poderá utilizar esta oportunidade para fazer com que os participantes comecem a pensar sobre o modelo de ensino aberto e à distância em que estão a operar ou pretendem operar.
Publicado por: The Commonwealth of Learning e Asian Development Bank